Na última aula discutimos sobre
como cada pessoa detém não apenas uma identidade, mas várias e como a sociedade
de cada país vê e “aceita” cada uma dessas identidades.
Em primeiro lugar, debatemos
sobre os tipos de identidades de género (sexual). Chegamos à conclusão que geralmente
as pessoas só identificam dois dos três tipos de género, isto é, para nós uma
pessoa nasce homem ou mulher ponto! Esquecendo-nos assim daquelas pessoas que nascem
com ambos os sexos, os intersexuais. Concluímos também, que apesar de vivermos
numa sociedade que defende a igualdade entre géneros esta ainda não foi
alcançada, pois o género masculino ainda detém um papel dominante na sociedade e
que existe uma grande desigualdade entre estes dois géneros e o terceiro, uma
vez que o último nem é reconhecido como tal pela sociedade.
Em segundo lugar, discutimos como
a orientação sexual é vista e aceite pela sociedade, a orientação que é mais
aceite na sociedade portuguesa é a heterossexualidade, a homossexualidade,
bissexualidade e transexualidade ainda não são bem aceites pela sociedade;
concluímos também que muitas das vezes os próprios governos não dão os mesmos
direitos aos seus cidadãos com orientações distintas da suposta “normal”, pois
em alguns países estes ainda não podem casar-se, e noutros apesar de poderem
casar não podem adotar em conjunto, como é o caso de Portugal.
De seguida, falamos sobre como a
sociedade vê cada faixa etária. A meu ver, os adultos são a faixa etária
dominante na sociedade portuguesa, quanto aos idosos e as crianças desempenham
um papel mais submisso na sociedade. O papel do idoso na sociedade portuguesa
sofreu mudanças drásticas, se no tempo dos nossos pais e avós os idosos eram
visto como figura de respeito, autoridade e sabedoria, atualmente toda essa
caracterização do idoso desapareceu, hoje em dia são muitas das vezes menosprezados
e vistos como um “fardo” pela sociedade.
A identidade étnica e racial
também foi um dos temas abordados, remetendo-nos para tópicos como o racismo e a
xenofobia. A meu ver, a sociedade portuguesa ainda é um tanto ou quanto racista
e xenófoba, já não tanto com as pessoas de origem negra, apesar de ainda
existir, mas mais com a etnia cigana e com os emigrantes de leste da europa. Penso
que grande parte do xenofobismo e racismo que existe actualmente é criado,
fundamentado e alimentado pelos estereótipos que existem sobre certas
comunidades, etnias e raças, nem sempre correspondendo a verdade.
Quanto à temática “identidade
religiosa”, em Portugal a religião da maioria da população, cerca de 81%, é a
religião Católica, mas existem muitas mais religiões em Portugal como é o caso
da religião Judaica, Islâmica, Budista, Evangelista, entre outras. Sendo
maioria da população católica, grande parte dos feriados que existem em
Portugal estão ligados à religião católica, apesar do nosso estado
considerar-se laico, ou seja, sem religião. Quanto as restantes religiões, não
são muito abordadas na sociedade, muitas vezes temos conhecimento da sua
existência, mas não conhecemos as suas tradições e costumes.
O último tópico debatido foi a
identidade de classe, em Portugal o escalão social de cada individuo é
determinado pelo seu rendimento económico. Antes da crise económica existia,
por assim dizer, três tipos de classes com a crise económica deixou de haver classe
média, grande parte da dita “classe média” passou a pertencer à classe baixa,
existindo assim actualmente apenas duas classes.
Em suma, não detemos apenas uma
identidade, mas várias sendo estas aqui apresentadas apenas algumas delas; não
devemos esconder ou ocultar nenhuma das identidades que nos caracterizam,
apesar de serem aceites ou não pela sociedade, pois ao faze-lo estamos a
esconder parte de nós.
Seria importante lutarmos contra determinados pontos de vista da sociedade, através de campanhas de sensibilização. Em pleno século XXI é lamentável que exista desigualdade entre os géneros, e que as diferenças sexuais não sejam, ainda, bem aceites por todos. Num país que aposta na educação dos jovens, não entendo determinadas atitudes racistas e xenófobas que tenho conhecimento. Assistirmos e não reagirmos apenas irá agravar estas situações. Cabe a cada um de nós preservar a sua identidade e respeitar as identidades existentes ao nosso redor.
ReplyDeleteConcordo plenamente contigo, é necessário mudar o olhar ainda retrógado da sociedade portuguesa é preciso educá-la, tal como disseste, através de campanhas de sensibilização. Mas penso que é imprescindível a criação de leis que deem os mesmos direitos a todos os cidadãos, independentemente da sua orientação sexual, genéro, crença...pois como podemos pedir à sociedade que aceite as ditas "diferenças" e que as coloque em pé de igualdade com o "normal" quando o próprio estado não o faz??
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