Wednesday, 12 November 2014

Pluri-identidade



 Na última aula discutimos sobre como cada pessoa detém não apenas uma identidade, mas várias e como a sociedade de cada país vê e “aceita” cada uma dessas identidades.
 Em primeiro lugar, debatemos sobre os tipos de identidades de género (sexual). Chegamos à conclusão que geralmente as pessoas só identificam dois dos três tipos de género, isto é, para nós uma pessoa nasce homem ou mulher ponto! Esquecendo-nos assim daquelas pessoas que nascem com ambos os sexos, os intersexuais. Concluímos também, que apesar de vivermos numa sociedade que defende a igualdade entre géneros esta ainda não foi alcançada, pois o género masculino ainda detém um papel dominante na sociedade e que existe uma grande desigualdade entre estes dois géneros e o terceiro, uma vez que o último nem é reconhecido como tal pela sociedade.
 Em segundo lugar, discutimos como a orientação sexual é vista e aceite pela sociedade, a orientação que é mais aceite na sociedade portuguesa é a heterossexualidade, a homossexualidade, bissexualidade e transexualidade ainda não são bem aceites pela sociedade; concluímos também que muitas das vezes os próprios governos não dão os mesmos direitos aos seus cidadãos com orientações distintas da suposta “normal”, pois em alguns países estes ainda não podem casar-se, e noutros apesar de poderem casar não podem adotar em conjunto, como é o caso de Portugal.
 De seguida, falamos sobre como a sociedade vê cada faixa etária. A meu ver, os adultos são a faixa etária dominante na sociedade portuguesa, quanto aos idosos e as crianças desempenham um papel mais submisso na sociedade. O papel do idoso na sociedade portuguesa sofreu mudanças drásticas, se no tempo dos nossos pais e avós os idosos eram visto como figura de respeito, autoridade e sabedoria, atualmente toda essa caracterização do idoso desapareceu, hoje em dia são muitas das vezes menosprezados e vistos como um “fardo” pela sociedade.  
 A identidade étnica e racial também foi um dos temas abordados, remetendo-nos para tópicos como o racismo e a xenofobia. A meu ver, a sociedade portuguesa ainda é um tanto ou quanto racista e xenófoba, já não tanto com as pessoas de origem negra, apesar de ainda existir, mas mais com a etnia cigana e com os emigrantes de leste da europa. Penso que grande parte do xenofobismo e racismo que existe actualmente é criado, fundamentado e alimentado pelos estereótipos que existem sobre certas comunidades, etnias e raças, nem sempre correspondendo a verdade.
 Quanto à temática “identidade religiosa”, em Portugal a religião da maioria da população, cerca de 81%, é a religião Católica, mas existem muitas mais religiões em Portugal como é o caso da religião Judaica, Islâmica, Budista, Evangelista, entre outras. Sendo maioria da população católica, grande parte dos feriados que existem em Portugal estão ligados à religião católica, apesar do nosso estado considerar-se laico, ou seja, sem religião. Quanto as restantes religiões, não são muito abordadas na sociedade, muitas vezes temos conhecimento da sua existência, mas não conhecemos as suas tradições e costumes.
 O último tópico debatido foi a identidade de classe, em Portugal o escalão social de cada individuo é determinado pelo seu rendimento económico. Antes da crise económica existia, por assim dizer, três tipos de classes com a crise económica deixou de haver classe média, grande parte da dita “classe média” passou a pertencer à classe baixa, existindo assim actualmente apenas duas classes.
 Em suma, não detemos apenas uma identidade, mas várias sendo estas aqui apresentadas apenas algumas delas; não devemos esconder ou ocultar nenhuma das identidades que nos caracterizam, apesar de serem aceites ou não pela sociedade, pois ao faze-lo estamos a esconder parte de nós.

2 comments:

  1. Seria importante lutarmos contra determinados pontos de vista da sociedade, através de campanhas de sensibilização. Em pleno século XXI é lamentável que exista desigualdade entre os géneros, e que as diferenças sexuais não sejam, ainda, bem aceites por todos. Num país que aposta na educação dos jovens, não entendo determinadas atitudes racistas e xenófobas que tenho conhecimento. Assistirmos e não reagirmos apenas irá agravar estas situações. Cabe a cada um de nós preservar a sua identidade e respeitar as identidades existentes ao nosso redor.

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  2. Concordo plenamente contigo, é necessário mudar o olhar ainda retrógado da sociedade portuguesa é preciso educá-la, tal como disseste, através de campanhas de sensibilização. Mas penso que é imprescindível a criação de leis que deem os mesmos direitos a todos os cidadãos, independentemente da sua orientação sexual, genéro, crença...pois como podemos pedir à sociedade que aceite as ditas "diferenças" e que as coloque em pé de igualdade com o "normal" quando o próprio estado não o faz??

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